sexta-feira , 19 de outubro de 2018
Home / Notícias / Brasil / 12 de Junho: Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil
Foto divulgação: Google
Foto divulgação: Google

12 de Junho: Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

Em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lança hoje (12), no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, a campanha Não proteger a infância é condenar o futuro. O lançamento da campanha acontece durante o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

O foco são as modalidades chamadas de “piores formas” de trabalho, como tarefas relacionadas à agricultura, atividades domésticas, tráfico de drogas, exploração sexual e trabalho informal urbano. Em razão dos riscos e prejuízos, o emprego de meninos e meninas nessas tarefas é proibido até os 18 anos. Nas demais situações, o trabalho é permitido a partir dos 16 anos, sendo possível também a partir dos 14 anos caso ocorra na função de aprendiz.

De acordo com a assessora do fórum, Tânia Dornellas, mais de 2 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham no Brasil. “Qual o futuro que essas crianças vão ter? Uma criança que trabalha não tem a mesma concentração e energia que precisa para estudar. Só o fato de o Estado não garantir educação pública de qualidade para todos já é uma agressão. Quando aliado à iniciação precoce ao trabalho, você condena essas crianças”, afirmou.

A consequência é a falta de competência e qualificação necessárias para inserção no mercado de trabalho e, provavelmente, aposentadoria precoce devido às sequelas adquiridas, ligadas às atividades de risco.

O objetivo da campanha é chamar a atenção de órgãos públicos, empresas, organizações civis e da sociedade em geral para o problema e fomentar ações que contribuam para o combate a prática, especialmente as de maior impacto para meninos e meninas. As ações da campanha ocorrem de forma descentralizada em vários locais do país.

De acordo com o Sistema Nacional de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, foram registradas 236 mortes de meninos e meninas em atividades perigosas entre 2007 e 2017. O sistema recebeu, no mesmo período, notificações de 40 mil acidentes de pessoas de 5 a 17 anos. Deste total, mais de 24 mil foram graves, resultando em fraturas ou membros amputados.

Sobre Redação MBQ NEWS - AB

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *