sábado , 20 de janeiro de 2018
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Foto Divulgação: Arquivo Pessoal
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A CRISE COMO SINTOMA

Aprendemos na medicina que a dor é uma amiga. A presença dela traz a informação que algo errado está presente e precisa ser tratado. Sua característica, frequência, localização, expansão ou irradiação, fatores que pioram ou melhoram trazem pistas das causas e a forma de tratar.

Muitos veem a crise como algo ruim. Para mim é o sinal da dor que precisamos tratar a causa. O Brasil não vinha bem. Com seus problemas crônicos como corrupção, burocracia, capitalismo de estado, máquina pública pesada vem claudicando no desenvolvimento sustentável, tendo mal súbito na geração de empregos, surdez das vozes das ruas e perda da visão a longo prazo. Isto tudo doe muito para nós brasileiros.

A dor provocada pela recessão econômica e toda a corrupção despejada sobre nossos olhos, tirou o Brasil do estado de doença crônica para uma crise aguda, com repercussões sérias nos últimos 4 anos. A saída da Presidente Dilma Rousseff serviu como um analgésico. Parlamentares tem adotado medidas austeras, as vezes antipopulares, mas necessárias para o desenvolvimento do país. Houve uma melhora da doença, mas ela persiste, e as intervenções cirúrgicas da operação “Lava jato” mostram que o acometimento do organismo é muito maior do que imaginávamos, e precisamos dar continuidade ao tratamento.

A febre voltou com os recentes escândalos do Presidente Michel Temer, e certamente novos remédios serão ofertados. A justiça não pode ser sempre o analgésico que buscamos. Política resolve com política. E política se faz com a participação da sociedade. Novos instrumentos estão sendo fundamentais na condução do tratamento como mídias sociais, imprensa livre, movimentos de rua e fortalecimento de instituições como Ministério Público e Polícia Federal.

A crise vai passar como qualquer dor, mas se não tratarmos a doença retornará cada vez mais forte. Vivemos a chance de avançar na cura. Político envolvido com corrupção deve ser afastado definitivamente de qualquer cargo público, o voto deve ser opcional, o dinheiro deve permanecer na mão de quem produz, redução da transferência de impostos para o governo federal, fim do Imposto Sindical Obrigatório, redução da máquina pública, programas assistenciais adequados e principalmente cultuarmos a honestidade desde nosso embrião familiar.

A crise nos dá a oportunidade de melhora.

Cezar Leite

Vereador -Salvador

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