quinta-feira , 19 de abril de 2018
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Foto divulgação: Google
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Cinco coisas que nosso corpo possui e não precisamos mais

O corpo humano é o resultado de milhões de anos de evolução, mas, mesmo assim, não é perfeito. Existem algumas partes do nosso corpo que não usamos mais, mas que ainda estão lá. Pelo menos por enquanto.

Confira cinco delas.

  1. Músculos para as orelhas

Você é capaz de mover os ouvidos sem tocá-los?

Há pessoas que podem fazê-lo porque ainda têm um gene que determina a existência de três músculos ao redor das orelhas: o anterior, o posterior e o superior. Hoje isso é inútil, mas, há milhares de anos, era importante poder direcionar as orelhas e afiar o ouvido. Diz-se que os humanos perderam essa habilidade porque, sem predadores à vista e sem a necessidade de caçar, não precisamos deste recurso. No entanto, isso ainda é feito por muitos animais. Os gatos, por exemplo, são capazes de mover seus ouvidos de forma independente para capturar ruídos vindos de direções diferentes.

  1. O cóccix

O cóccix está no final da medula espinhal e é um remanescente da cauda que ajudava os nossos antepassados a se equilibrarem. Agora que ficamos de pé, não precisamos mais deste suporte. Ainda assim, o osso nos ajuda a manter o conforto quando estamos sentados e é um importante ponto de ancoragem entre nossos músculos.

  1. O apêndice

Com formato de meia, o apêndice é uma pequena porção do sistema digestivo que está localizada na parte inferior direita da barriga, entre os intestinos delgado e grosso. O aparelho não cumpre uma função clara na digestão. Pode ter sido útil, em algum momento, para nos ajudar a digerir folhas ou na recuperação de uma infecção, mas os cientistas ainda não sabem qual foi a sua função específica. O apêndice pode inflamar, levando a uma condição dolorosa: a apendicite, que é bastante comum e faz com que muitas pessoas removam o órgão.

  1. Dentes sisos ou ‘do juízo’

Nós temos dentes com formatos diferentes porque eles desempenham distintas funções. Os incisivos, na frente da boca, ajudam a cortar pedaços de comida; os caninos, pontiagudos, rasgam alimentos mais desafiadores, como as carnes; e os molares servem para que a comida chegue a uma textura que possibilite a digestão. Mas existe um tipo de dente sem o qual poderíamos viver bem: os sisos. Eles estão na parte traseira da mandíbula e se desenvolvem à medida que envelhecemos – por isso são conhecidos popularmente como “dentes do juízo”. Eles geralmente aparecem quando chegamos à idade adulta. Nossos ancestrais os usavam para mastigar plantas, mas hoje não precisamos deles. O problema que geram é de espaço. Não temos lugar sobrando para eles em nossas mandíbulas, o que significa que eles geralmente empurram os outros dentes – e isso pode ser muito doloroso. A razão de não haver espaço suficiente é fato de que o cérebro cresceu ao longo do tempo, modificando o formato da nossa cabeça.

  1. Arrepios

Quando temos frio, nossa pele se eriça, os músculos são tencionados e criam uma espécie de protuberância na pele – os arrepios. Nossos antepasssados tinham pelos mais espessos, o que os ajudava a mantê-los isolados e aquecidos no frio. Mesmo que o nosso pelo seja agora muito mais fino, o ar ainda fica preso entre os finos cabelos da pele quando a temperatura está baixa – nos ajudando a manter o calor. Os arrepios também ajudavam nossos antepassados em situações ameaçadoras, fazendo com que parecessem mais temíveis. Isto ainda acontece com muitos mamíferos, como cães e gatos.

Quando temos medo, continuamos a reagir assim. Perceba na próxima vez que ficar assustado!

 

 

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