segunda-feira , 19 de novembro de 2018
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Civis e Militares no mesmo rumo

Esse é o Brasil das celeumas políticas e é o mesmo país em que todos os dias ocorrem situações que nos fazem respirar fundo para tentar encontrar uma forma de acreditar que tudo é feito visando o benefício desse povo tão sofrido. O assunto nacional do momento é a violência com destaque para o Rio de Janeiro e o Ceará. As comunidades Fluminenses agora encontram fôlego nas tropas das Forças Armadas, enquanto Fortaleza recebe um grupo da Força Nacional de Segurança para frear o crime organizado e devolver a moralidade ao cearense.

A Intervenção federal na segurança do Rio não exclui os órgãos responsáveis pela segurança pública local que passam a apoiar as Forças Armadas, sob a coordenação do Exército, através do general Braga Netto.  Os bloqueios, o controle e as fiscalizações são feitas de forma criteriosa e essas operações contam com a participação da Marinha, Exército e Aeronáutica.  As Forças auxiliares, como Bombeiros, Polícia Militar, Civil, Rodoviária: estadual e federal e a Força Nacional também estão no contexto.

Na capital Cearense, dez agentes da Força Nacional e 26 federais a pedido do governo do estado, chegaram e começaram a traçar planos de combate a violência, pois só em janeiro deste ano, foram computados 500 assassinatos no estado nordestino. Em 2017, o Ceará viveu momentos de angústia, tensão e medo provocados pelas chacinas e guerras entre bandidos dentro e fora dos presídios. Mas, a onda de violência também atinge o Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraná e São Paulo e assim vai tomando conta do Brasil.

As medidas tomadas pelo governo Temer recebem críticas e aplausos da população, dos especialistas em segurança e dos políticos: A intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e a presença da Força Tarefa de Segurança Pública no Ceará, fazem parte das decisões que não teriam sido tomadas, se a ordem estivesse estabelecida e a violência não tivesse em níveis tão alarmantes. Tem muita gente preocupada com a presença de blindados, tanques e armas de grossos calibres nas mãos dos militares, porém o uso desse material bélico se tornou necessário para, desta forma, a lei estar equipada para fazer frente ao crime organizado.

Vendo uma entrevista do historiador Leandro Karnal, professor da Unicamp, achei interessante quando ele disse que no Brasil apenas duas instituições têm armas pesadas: o Exército e o crime organizado. Gente, para se ter Segurança Pública é preciso respeitar alguns trâmites como valorização das pessoas, investimentos, investigação e inteligência. E como os estados estão falidos não temos direito se quer a uma sensação de segurança e mesmo assim não podemos nos entregar.

Mas, temos aliados no combate ao crime. As Forças Armadas nos últimos tempos saíram dos quarteis e prestaram serviço nas ruas do Rio de Janeiro, em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude e em 2016 durante os jogos Olimpíadas e Paraolimpíadas. Na Bahia, em 2012, até tanques foram apontados para a Assembleia Legislativa, durante a ocupação do prédio pela Polícia Militar que estava em greve. Os militares brasileiros envolvidos na Missão de Paz do Haiti de 2004 até 2017, saíram como heróis daquele país. E como aqui no Brasil não combatemos o crime com educação de qualidade, saúde e moradia para o povo, entendo que é preciso acreditar na medida tomada pela presidência da república que, por sinal, já foi chancelada pela Câmara dos Deputados e também pelo Senado.

Noel Tavares

Radialista graduado em Secretariado Executivo e em jornalismo e também é pós-graduado em jornalismo Cultural.

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