terça-feira , 14 de julho de 2020
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Foto divulgação: Google
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Defesa de Temer cogita anular depoimento de Marcelo Odebrecht

A defesa do presidente Michel Temer estuda questionar a legalidade dos depoimentos de delatores da Odebrecht, incluindo o do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo a Folha apurou, a depender do teor desses depoimentos, a ideia é argumentar que os ex-executivos da empresa foram chamados a falar ao TSE somente após o vazamento ilegal do conteúdo da delação de Cláudio Melo filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Na versão de Melo Filho que, em colaboração com a força-tarefa da Lava Jato, disse que, em 2014, durante um jantar no Palácio do Jaburu com a presença de Temer e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ficou acertado o pagamento de R$ 10 milhões para a campanha do PMDB daquele ano.

Caso esses executivos apresentem dados novos que possam complicar a situação de Temer, a defesa do presidente pode pedir nulidade dos depoimentos. Com essa estratégia, auxiliares de Temer pretendem postergar a ação no tribunal que julga abuso de poder econômico da chapa formada pelo peemedebista e pela ex-presidente Dilma Rousseff, o que poderia acarretar na cassação do mandato do presidente.

O discurso no Planalto é de que o processo deve ser julgado apenas em 2018, visto que as provas contra a chapa “são frágeis” e, por isso, ainda serão necessárias medidas como pedidos de novas testemunhas e perícias. Nesta quarta-feira (1º), o ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, depôs como testemunha no processo do TSE contra a chapa Dilma-Temer. Ele falou ao ministro Herman Benjamin, e o depoimento está em sigilo, a pedido da PRG (Procuradoria-Geral da República).

 

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