domingo , 23 de setembro de 2018
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Foto: Divulgação
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Ferrofluído criado pela NASA pode ser o elemento chave no tratamento do câncer

Criado pela NASA nos anos 60 para tentar mover mais facilmente combustível pelo espaço, esse combinado de nanopartículas de óxido de ferro é uma meleca escura que se move e muda de forma com a ajuda de campos magnéticos. E já é visto como um elemento chave para o futuro da biomedicina, em especial para o tratamento do câncer.

Ferrofluídos podem aquecer e destruir células cancerígenas. Cientistas como Thomas Webster, diretor do Laboratório de Nanomedicina da Universidade do  Nordeste dos Estados Unidos, vêm idealizando maneiras de usá-lo para matar células cancerígenas, combater infecções resistentes às medicações e até mesmo ajudar neurônios a se comunicarem mutuamente. A maioria dos remédios mata células cancerígenas fora do tumor e assim ele cresce novamente

“Se você conseguir colocar uma partícula magnética em uma célula de câncer e aplicar um campo magnético, então esses materiais podem ser aquecidos e destruir a célula cancerígena. Uma célula normal, ou sadia, não morre assim tão rápido quando a temperatura aumenta”, explica Webster, ao The Verge.

Além disso, há uma outra grande vantagem. “A maioria dos remédios utilizados no tratamento de câncer matam as células cancerígenas do lado de fora do tumor. Mas se você direcionar seu campo magnético e concentrar uma grande força magnética no centro do tumor, é possível colocar o ferrofluído no seu interior e destruí-lo pelo lado de dentro. E você precisa fazer isso, caso contrário ele cresce novamente.”

E eles são especialmente indicados para as doenças neurais. Em muitas das doenças neurais, os neurônios param de se comunicar uns com os outros. “Já vimos em nossos estudos que os ferrofluídos podem ajudar a restaurar essa conexão.” Eles poderiam ser aplicados para um paciente se recuperar de um derrame ou da doença de Alzheimer.

“Sabe, isso é algo muito animador, porque nossos tratamentos para problemas cerebrais estão ainda piores atualmente, se comparado com o que temos para câncer ou infecções”, comenta Webster. Por enquanto, os ferrofluídos foram testados somentes em ratos de laboratório. O maior desafio é torná-los seguros para o corpo humano. Por exemplo, ainda não se sabe o que pode acontecer caso eles atinjam os órgãos errados.

A saída é pesquisar mais e encontrar parceiros dispostos a investir nesse setor. “Precisamos da indústria envolvida. Podemos passar nossas vidas estudando essas coisas nas universidades, mas, se não houver ânimo na indústria, será apenas um material com potencial e falhas.”

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