segunda-feira , 19 de novembro de 2018
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Idesf: violência aumenta em cidades fronteiriças com menor investimento em educação e saúde

Relatório preliminar do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf) aponta que os municípios fronteiriços que mais sofrem com a violência são aqueles que apresentam a pior estrutura educacional e de saúde e menos oportunidades de emprego formais.

“Há uma correlação direta entre a crescente violência nas localidades e o abandono escolar, a falta de qualificação profissional e oportunidades para os jovens”, disse à Agência Brasil o presidente do instituto, Luciano Stremel Barros.

Segundo Barros, os índices de homicídios são “alarmantes” nas fronteiras com o Paraguai, entre Foz do Iguaçu (PR) e Porto Murtinho (MS). Os dados mostram que só em Foz do Iguaçu, em 2016, foram registrados 99 assassinatos, o que equivale a uma taxa de mortalidade por violência de 37,5 vítimas por grupo de 100 mil habitantes.

Proporcionalmente, Paranhos (MS) aparece como a mais violenta entre 32 “cidades-gêmeas” avaliadas, aquelas que  ficam lado a lado na fronteira de países diferentes. Embora tenha registrado oficialmente 15 homicídios ao longo de 2016, o município sul-mato-grossense – que tem pouco mais de 13 mil habitantes – é o que tem a taxa de letalidade mais alta, com 109,7 assassinatos por 100 mil habitantes.

O segundo colocado em violência é Coronel Sapucaia (MS), com uma taxa de 67 homicídios por grupo. O número de assassinatos cresceu 150% entre 2013, quando foram registrados seis homicídios, e 2016, que teve 15 ocorrências. A taxa de letalidade passou de 45,72 por grupo de 100 mil habitantes para 109,7 mortes violentas por grupo.

No mesmo período, a situação de Coronel Sapucaia melhorou, caindo de 14 assassinatos em 2013 (ou 95,84 homicídios por 100 mil habitantes) para 10 ocorrências (67 x 100.000).

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