quarta-feira , 17 de outubro de 2018
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Foto: Agência Brasil
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Inadimplentes cresce 3,9% em setembro; número de idosos com o problema avançou 10%

O número de brasileiros com nome sujo teve alta de 3,9% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, a 12ª alta consecutiva nesta base de comparação. É o que aponta o levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito.

De acordo com a pesquisa, estima-se que há no país 62,4 milhões de consumidores inadimplentes. Isso representa 40,6% da população adulta do país que enfrenta dificuldades para controlar empréstimos, obter financiamentos ou realizar compras parceladas.

Na comparação com o mês de agosto, entretanto, a quantidade de pessoas inadimplentes ficou praticamente estável, com variação de 0,1%.

“O desemprego permanece elevado e a renda não superou os patamares anteriores à crise, prejudicando o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores. Esse quadro deve só deve ser revertido com a melhora do mercado de trabalho, o que exige por sua vez uma recuperação econômica mais vigorosa”, afirma o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a inadimplência continua alta no país.

Segundo o levantamento, o aumento mais acentuado da inadimplência acontece entre a população mais velha. Na faixa entre 65 e 84 anos, houve um crescimento de 10% em 1 ano no número de pessoas com o nome sujo, na comparação anual. Em número absoluto, a CNDL estima um total de 5,4 milhões de idosos com o CPF negativado.

Considerando os brasileiros de 50 a 64 anos, a alta no número de negativados foi de 6,2%, com 12,9 milhões, e na população de 40 a 49 anos foi de 4,9%, com 14 milhões de inadimplentes.

Os dados apontam ainda que a maior parte dos inadimplentes (51,5%) permanece na faixa dos 30 aos 39 anos, o equivalente a 17,7 milhões de pessoas. Na população mais jovem, os números também são expressivos: 7,7 milhões de inadimplentes entre 25 a 29 anos e 4,4 milhões com contas atrasadas têm entre 18 e 24 anos.

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