terça-feira , 20 de novembro de 2018
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Foto: Divulgação
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Kim Jong-un está na China para pedir apoio e reduzir sanções; ele promete ‘desnuclearização’

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, está em visita oficial à China, o maior aliado de seu país, informou a agência oficial chinesa nesta terça-feira (19).

“Kim Jong-un, presidente do Partido dos Trabalhadores da Coreia e presidente da Comissão de Assuntos do Estado da República Popular Democrática da Coreia, visita a China nos dias 19 e 20 de junho”, anunciou a agência Xinhua em um breve comunicado.

Trata-se da terceira visita à China do jovem líder desde março, mas a primeira após seu encontro histórico com o presidente americano, Donald Trump, na semana passada em Singapura.

Esta é a primeira vez que a imprensa chinesa informa sobre uma visita de Kim enquanto ele ainda está no país. Nas viagens anteriores – em março e maio – a mídia oficial aguardou seu regresso à Coreia do Norte para divulgar a visita.

Kim tenta conseguir uma redução das sanções econômicas internacionais em troca de suas promessas de ‘desnuclearização’, e para tal espera contar com o apoio da China, segundo análise do jornal japonês Nikkei.

A diplomacia chinesa sugeriu, na semana passada, que a ONU poderia admitir a redução das sanções se Pyongyang cumprisse com suas obrigações.

A China tem deixado claro que pretende ter um papel-chave nas negociações sobre a eliminação das armas nucleares da península coreana, oferecendo com insistência seus serviços diplomáticos.

Na semana passada, a cúpula de Singapura entre Trump e Kim Jong-un deu lugar a uma declaração na qual o líder norte-coreano garantia “seu compromisso firme e inquebrantável para uma desnuclearização da península”.

Esta expressão indefinida, que permite distintas interpretações, tem sido questionada por alguns especialistas porque retoma uma antiga promessa norte-coreana jamais cumprida.

O secretário americano de Estado, Mike Pompeo, descartou que as duras sanções impostas à Coreia do Norte em razão de seus testes nucleares e balísticos sejam suspensas antes da ‘desnuclearização’ completa do país.

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