terça-feira , 19 de junho de 2018
Home / Notícias / Bahia / Maior número de blocos sem corda ajuda a diminuir violência no Carnaval
Foto divulgação: Google
Foto divulgação: Google

Maior número de blocos sem corda ajuda a diminuir violência no Carnaval

Foi registrada agora, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma redução significativa no volume de atendimentos diretamente ligados à folia . Em relação ao mesmo período do carnaval de 2016, o número caiu de 1.471 para 1.030 nos primeiros momentos da festa. O secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, atribui essa queda ao trabalho conjunto realizado pelos órgãos de fiscalização da Prefeitura com o apoio da polícia. Um bom exemplo está nas ações executadas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para coibir a preparação de alimentos nos circuitos com materiais cortantes ou de forma a provocar queimaduras. Os agentes atuam na proibição da fabricação e comercialização de bebidas artesanais, como capeta, caldeirão do diabo e príncipe maluco, no uso de espetinhos de madeira e outros objetos perfuro cortantes.

Ele também destacou o aumento do número de blocos sem cordas como um dos fatores que contribuiu para os dados. “Por isso essa queda significativa no número de atendimentos, principalmente nos últimos três anos. E o fato de haver mais atrações sem corda evita maiores atritos com a polícia, cordeiros ou foliões, resultando na diminuição dos casos de agressão física. Isso também foi reforçado pela presença dos portais de revista nas principais entradas para os circuitos da festa, diminuindo o risco para o folião na rua, permitindo uma convivência mais pacífica, disciplinando o Carnaval”, disse o secretário.

Responsáveis, em parte, pela diminuição das agressões e acidentes nos circuitos da folia, a retirada dos espetinhos de madeira já chega a 290 unidades no Carnaval deste ano. Em dois dias, a Semop já retirou de circulação 54 litros de bebidas alucinógenas artesanais e 11 botijões de gás. A maioria dos módulos apresentaram reduções no quantitativo de atendimentos em relação a 2017. Houve ainda redução nos seguintes tipos de atendimentos: bucomaxilo (30,7%), cirúrgico (15,6%), clínico (13,3%) e ortopédico (11,4). Não há registro de atendimentos por projetil de arma de fogo, e houve redução do número de agressões físicas em 18,6%.

 

 

Sobre Redação MBQ NEWS - AB

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *