sábado , 16 de dezembro de 2017
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Foto divulgação: Google
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Moradores do Itaigara vão à Justiça contra a prefeitura por venda de área verde no bairro

Associação dos Moradores das Colinas do Itaigara e da Rua Wanderley Pinho, no mesmo bairro, deram entrada em uma ação contra o leilão de terrenos desafetados pela Prefeitura após projeto 223/2017 aprovado na Câmara de Salvador. Os terrenos estão localizados nas Rua Anísio Teixeira, s/nº, e na Rua Zahidé Machado Neto, próximo ao Shopping Boulevard 161.  O leilão foi finalizado na manhã desta quarta-feira (6) pelo valor de R$ 20 milhões, no entanto, a compra encontra-se sub-judice. A associação e demais moradores, que estão sendo representados pelo escritório de advocacia Barachisio Lisboa, alegam que os terrenos pertencem ao loteamento do Itaigara e são bens públicos insuscetíveis de venda porque são de uso comum.  Afirmam, ainda, que trata-se de uma grande área verde existente no bairro que pode ser desmatada. Os moradores pleiteavam há mais de um ano a construção de uma praça que levaria o nome de Mãe Menininha do Gantois, com projeto sugerido à prefeitura.  “A prefeitura está desvirtuando a finalidade prevista no memorial do loteamento. Nós nunca fomos ouvidos pela prefeitura sobre essa a lei de desafetação, não fomos convidados para as audiências públicas e fomos traídos pelo vereador Leo Prates e pelo prefeito. Prates é morador da área e que se elegeu com a ajuda do Itaigara. É um crime ambiental, o próprio parecer do arquiteto diz isso”, afirma Manuel Soares, do grupo de síndicos da Rua Wanderley Pinho. Os moradores do bairro garantem que irão lutar para impedir a construção de qualquer empreendimento no local que não seja a praça prometida pelo prefeito para uso comum dos populares.

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