quinta-feira , 12 de dezembro de 2019
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Os caminhos de um cachorro e o seu melhor amigo

Bidu – Caminhos
(Foto: Reprodução)

De um lado, um menino da cidade, que sonha em ter um animal de estimação… ou um robô. Do outro, um cachorro de pelugem esquisita azul que luta para sobreviver na cidade grande, enquanto adota a carcaça de um carro abandonado num terreno, também abandonado, como moradia e junta ossos que vai achando no caminho.

Essa é a história de como os dois primeiros personagens criados por Mauricio de Sousa se tornaram os melhores amigos. Uma aventura cheia de problemas, surras, desvios de rota, chuva, cachorros, decisões difíceis e ternura. Uma história deliciosamente emocionante, singela e simples.

SOBRE “CAMINHOS”

Esta é a quinta Graphic Novel da coleção Graphic MSP, precedendo outros grandes clássicos do quadrinho nacional e conta a história do famoso cachorro azul de Franjinha antes de ele ser do Franjinha. Uma espécie de “história de origem”.

A história mostra exatamente os caminhos que Bidu teve de percorrer para conhecer Franjinha e vice e versa. Com direito a aparição da turma do Bidu – sim, até a Dona Pedra aparece… rapidinho, mas aparece – o ponto forte da HQ são os diálogos.

Fugindo um pouco dos diálogos convencionais entre animais que, longe dos humanos, descobrimos que eles tem voz, mas que só os eles entendem, os diálogos foram executados de maneira primorosa: desenhos que contam por desenhos a ideia da fala de cada personagem. Claro, o viés foi outro, mas o entendimento das conversas de Bidu e seus amiguinhos foram executados perfeitamente. Genial.

Um exemplo é quando Bidu e Bugu se encontram. Bugu acha que a “casa” de Bidu está vazia, e ao entrar, Bidu o expulsa. Não há palavras, e sim gestos e imagens.

A falta de diálogos não compromete o entendimento da cena. (Foto: reprodução)

ASPECTOS TÉCNICOS

Os desenhos são lindos, lembrando um pouco ilustrações de livros infantis, com o abuso de cores pastéis e excesso de quadros numa página. Nada disso é defeito ou problema, os desenhos infantis, claro, retratam a história de um menino e seu cachorro que, ainda vivem suas infâncias. As cores pasteis apenas reforçam o aspecto “bebê”, com cores limpas, chapadas sem muito esmero/detalhes. O traço é indescritível. Simples, sintético e lindo!

(Foto: Reprodução)

Com relação ao excesso de quadros numa página, é que muitas sequencias devem ser feitas para retratar uma cena onde o diálogo não é o fator principal que liga o leitor ao quadrinho. Passa sim a ideia da cena como algo longo, para o leitor sentir de fato o que sente o cachorro, o que ele sofre e como faz para fugir das enrascadas em que se mete.

CADÊ O FRANJINHA?

Claro que ele aparece.

Quem seria Bidu sem o Franjinha? E quem seria o Franjinha sem o Bidu?

Outros amigos de Franjinha também aparecem na história, mas são coadjuvantes que seguram a história até que o menino e Bidu se encontrem que, aliás, nada será dito aqui. Chega de spoilers.

(Foto: reprodução)

Você deverá ler, curtir e se emocionar com essa bela história. Mais uma do selo de HQs de  Maurício de Souza.

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Ficha Técnica:
    Editora:Panini
    Autor: Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho (personagens de Maurício de Sousa)
    Origem: Brasileira
    Ano: 2014
    Número de páginas: 82

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