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Foto divulgação: Google
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Pesquisadora do Ipea é exonerada após estudo sobre PEC 241: “Não podemos tratar o problema como um BAxVI”

Depois de divulgar um estudo que projeta cortes bilionários na saúde a partir da PEC do teto de gastos públicos, a coordenadora de estudos de saúde do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Fabíola Sulpino Vieira, foi chamada pelo presidente do instituto, Ernesto Lozardo, e ouviu dele que o documento criou constrangimento ao governo, conforme relatou o colunista Bernardo Mello Franco, na Folha de S.Paulo deste domingo (16). Sob pressão, Fabíola, que é doutora pela Universidade Federal de São Paulo, decidiu entregar o posto de chefia.

No entanto, o titular da Faculdade de Comunicação da UFBA, Nelson Pretto, acredita que o constrangimento maior foi criado com essa atitude da direção do Ipea. Em entrevista ao programa Força do Povo, com Moisés Bisesti, ele acredita que o assunto não pode se tornar uma briga de torcida.  “Eles são especialistas na pesquisa de saúde, dentro do Ipea. Estou perplexo com o que está acontecendo. Não podemos achar que isso é briga de Bahia contra Vitória”, afirmou o professor.

Confira no áudio:

Na conversa, ela ouviu de Lozardo que o Ipea divulgaria uma nota contestando o estudo do próprio órgão para endossar a versão do Palácio do Planalto sobre a Proposta de Emenda à Constituição 241. O colunista lembra que o caso de censura pública, com direito a exoneração, é “fato inédito nos 52 anos do instituto”.

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