sábado , 20 de janeiro de 2018
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Dr Marcus Lima MBQ

População vive mais com menos qualidade de vida

Comemoramos o aumento da expectativa de vida no mundo, mas, em contrapartida, a saúde e qualidade de vida da população está declinando. A maioria das pessoas está vivendo esses anos adicionais doentes. A atenção à saúde é dada em situações de doença, quando, na verdade, o cuidado deveria ser uma prioridade no dia a dia das pessoas. O estresse, má alimentação e sedentarismo estão contribuindo para uma pandemia que vem afetando todo o mundo: a obesidade.

Mais da metade da população brasileira está acima do peso. Em Salvador, o índice de obesos chega a 19,9%, maior que a média nacional de 18,9%, em 2016, segundo dados divulgados esse ano, pelo Ministério da Saúde. A obesidade deve ser prevenida, principalmente, pelos problemas de saúde associados ao excesso de peso e hábitos desequilibrados, que interferem diretamente na qualidade de vida.

É cada vez mais comum nos depararmos com famílias obesas. Esse cenário aponta para a necessidade do cuidado com a saúde em casa. Para enfrentar o desafio da obesidade, os bons hábitos alimentares devem ser estimulados desde cedo, na infância. O novo desafio global é incentivar as famílias a adotarem uma alimentação saudável, seguindo a lógica do “descascar mais e desembalar menos”. O pensamento é sempre melhorar o comportamento alimentar e estimular os hábitos saudáveis, muito além da perda de peso.

A boa notícia é que está crescendo o consumo regular de frutas e hortaliças, reduzimos o consumo de refrigerantes e sucos artificiais e as pessoas estão praticando mais atividade física no lazer, hábitos fundamentais para combater o aumento da obesidade. Para ter uma vida mais longeva, saudável e feliz, é necessário alimentar bem não só o corpo, mas também a mente. Passar mais tempo com a família, em atividades ao ar livre, sair do sedentarismo e melhorar a alimentação são hábitos que contribuem para manter o corpo e cérebro saudáveis por mais tempo.

Os hábitos dos brasileiros impactam no crescimento da obesidade, problema que está relacionado à uma série de outras doenças como hipertensão, diabetes e problemas circulatórios. A cirurgia bariátrica tem sido uma ferramenta eficaz de auxílio no tratamento da obesidade, como mecanismo de controle da diabetes tipo 2, hipertensão e outras doenças associadas. O procedimento é indicado para pacientes com obesidade severa, sob acompanhamento clínico e sem resolução do quadro. O ideal, no entanto, é que se adote medidas para evitar chegar neste estado. É necessário um esforço conjunto na sociedade que incentive o indivíduo a zelar mais por si e dissemine a importância de voltar-se mais para a saúde e menos para a doença.

Dr. Marcus Lima

Médico cirurgião, especializado em videolaparoscopia, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), integra a Diretoria do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Capítulo Bahia.

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