terça-feira , 16 de outubro de 2018
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Foto divulgação: Google
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Prefeitura interdita Salvador Marina e notifica proprietários

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) interditou nesta sexta-feira (07) o Salvador Marina, no bairro do Lobato, por funcionar sem a devida licença ambiental. Agentes da Sedur notificaram também os responsáveis para suspender de imediato todas as atividades da marina. Durante a fiscalização, foi verificada que o local também servia de oficina para construção, pintura, funilaria e manutenção de embarcações. “Para este tipo de atividade e serviço, é necessário que o estabelecimento possua a licença ambiental da Sedur, para que não haja danos ambientais”, afirmou o diretor de fiscalização da Sedur, Átila Brandão. Além disso, agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediram duas multas, uma por descumprir o embargo aplicado em 2011, por não possuir a licença ambiental do órgão competente, e a outra por não está inscrito no cadastro técnico federal, instrumento da política nacional do meio ambiente em que todas as atividades potencialmente poluidoras devem estar inscritas .
No dia 9 de março deste ano, o estabelecimento havia sido notificado para apresentar o alvará de funcionamento, autorização para o aterro em área de mangue, licença para construção da rampa de acesso para embarcações e a autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para instalação de atividade de Marina. No dia 21 de março, a marina foi interditada e autuada pela Sedur por não apresentar a documentação exigida na notificação acima. Além disso, foi autuada por descumprir a interdição administrativa expedida pela secretaria em junho de 2016 e também por desvio de atividade, já que possuía um Termo de Viabilidade e Localização (TVL) para manutenção de equipamentos e exercia a atividade de Marina. A construção do Salvador Marina foi iniciada em abril de 2009, quando começaram os primeiros crimes ambientais no local. Os proprietários da empresa aterraram o espelho d’água pertencente à União e lançaram resíduos sólidos (lixo e entulhos) no leito do mar, além de terem suprimido a vegetação natural do local. Todas as intervenções foram feitas sem nenhum tipo de licença ou autorização dos órgãos competentes.
A operação contou com o apoio também da Guarda Municipal, Transavaldor, Instituto  do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Ibama, Capitania dos Portos (Cap-Ba) e da Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

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