segunda-feira , 18 de junho de 2018
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Foto: Divulgação
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Primeiro jardim etnobotânico de Salvador

Na manhã desta sexta-feira (08), um sentimento de fé e preservação tomou conta do Parque em Rede Pedra de Xangô, localizado em Cajazeiras X, durante a criação do primeiro jardim etnobotânico da capital baiana, com o plantio de sete árvores de espécies sagradas do candomblé. Entre as espécies plantadas estão aroeira, peregun, akoko e espada de Iansã, entre outras mudas que foram doadas pelo povo de santo que mora na região.

A área protegida pela Prefeitura com base na Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (8.550/2014). A iniciativa faz parte da semana de comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na última terça (05). A ação contou com o envolvimento de adeptos do candomblé e membros do Grupo de Trabalho de Conservação, formado por técnicos da Secretaria de Cidade Sustentável e Inovação (Secis), além de integrantes da sociedade civil. A ação contou com o apoio da Limpurb, que realizou um mutirão de limpeza antes do plantio.

As plantas cultivadas no parque etnográfico serão utilizadas para fins religiosos, medicinais e alimentares, atendendo às comunidades que vivem próximas ao parque. A área do local conta com doze espaços considerados sagrados pelo candomblé.

Para Gayaku Sinay de Oya, sacerdote do terreiro Vodun Kwe tò zò, localizado no bairro de Fazenda Grande II, a ação representa a união dos povos de santos na preservação dos espaços ambientais. “Para nós, do candomblé, essa iniciativa é um divisor de águas. Este espaço representa a união dos povos de santo para que as áreas sejam preservadas. Este novo parque etnobotânico é uma grande vitória de muitas que queremos alcançar”, celebra.

 

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