quinta-feira , 21 de junho de 2018
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Produção industrial baiana cresceu 3,5% em novembro

Em novembro de 2017, a produção industrial (de transformação e extrativa) da Bahia, ajustada sazonalmente, aumentou 3,5% frente ao mês imediatamente anterior, após recuar 6,4% em outubro último. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou acréscimo de 0,8%. A variação acumulada no período de janeiro a novembro de 2017 registrou taxa de -2,7% em relação ao mesmo período de 2016.  O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, declinou 3,2% frente ao mesmo período anterior, queda menos intensa do que a observada em outubro último (-3,8%).

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou acréscimo de 0,8%, com seis das doze atividades pesquisadas assinalando aumento da produção. As principais contribuições positivas ficaram com Produtos químicos (29,9%) e Veículos (30,8%), influenciada pela maior fabricação de etileno e propeno não-saturado, polietileno linear, polietileno de alta densidade (PEAD) e benzeno, no primeiro; e de automóveis, no segundo. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Indústrias extrativas (17,5%) e Produtos alimentícios (5,5%). O setor de Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-28,2%), foi a principal influência negativa no período, explicada pela menor produção de óleo diesel, gasolina automotiva e óleos combustíveis. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Metalurgia (-2,7%), Minerais não-metálicos (-10,0%), Celulose, papel e produtos de papel (-0,9%) e Couros, artigos para viagem e calçados (-0,6%).

No acumulado do período de janeiro a novembro de 2017, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 2,7%. Oito dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis com recuo de 10,4% e Metalurgia, que teve queda de 26,9%. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-63,3%), Celulose, papel e produtos de papel (-2,1%), Produtos químicos (-0,3%), e Bebidas (-0,6%). Em sentido contrário, a atividade Veículos (22,9%) apresentou a principal influência positiva, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (6,8%), Produtos de borracha e de material plástico (7,0%) e Produtos alimentícios (1,9%).

No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 3,2%. Oito dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-11,8%) e Metalurgia (-26,2%). Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-55,3%), Indústrias extrativas (-2,2%), Produtos de minerais não metálicos (-0,8%) e Produtos químicos (-0,2%). Positivamente, destacaram-se Veículos (22,6%), Couros, artigos para viagem e calçados (7,5%), Produtos de borracha e de material plástico (6,9%) e Produtos alimentícios (1,8%).

Comparativo regional – O aumento no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de 4,7%, na comparação entre novembro de 2017 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por 13 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os aumentos mais acentuados assinalados por Goiás (17,0%), Pará (10,7%), Santa Catarina (8,0%) e São Paulo (7,1%). Por outro lado, Rio Grande do Sul (-0,2%) assinalou a única taxa negativa nesse mês.

No acumulado de janeiro a novembro de 2017, 12 dos 14 locais pesquisados registraram taxa positiva, com destaque para os aumentos em Pará (10,5%) e Paraná (4,8%).  Bahia (-2,7%) e Pernambuco (-0,5%) apresentaram queda no período.

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