quarta-feira , 17 de outubro de 2018
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Foto: Divulgação
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Risco de câncer leva agência francesa a pedir o fim das cabines de bronzeamento artificial

A Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anses) da França pediu aos poderes públicos que “adotem todas as medidas para cessar a exposição da população aos raios UVA artificiais” ante o risco “demonstrado” de desenvolver câncer.

“Recomendamos suspender a atividade relacionada ao bronzeamento artificial, assim como a venda de dispositivos que emitem raios UVA com fins estéticos, especialmente aos particulares”, afirmou Olivier Merckel, diretor da unidade de avaliação de riscos da Anses.

“Não podemos esperar mais. Os dados científicos se acumulam, não há mais dúvida, há provas sólidas, o risco de câncer está demonstrado, há números sobre os riscos para os jovens, para o conjunto da população, agora estamos recomendando que as autoridades públicas atuem”, declarou.

Dermatologistas, a Academia Nacional de Medicina e vários senadores franceses solicitam desde 2015 a proibição das cabines, mas o governo ignorou os pedidos e se limitou a aprovar uma regulamentação mais rigorosa. Desde 2013 o uso está proibido para os menores de 18 anos.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou em 2009 os dispositivos de raios UVA (lâmpadas ou camas de bronzeamento) entre os agentes cancerígenos. O Brasil foi o primeiro país a proibir os raios UVA por completo em 2009, seguido pela Austrália.

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