quinta-feira , 19 de abril de 2018
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Será possível Casar e viver feliz para sempre ?

Sempre as historinhas que contavam para a gente começavam com “Era uma vez…” e terminavam
com “E viveram felizes para sempre”. Aí, a gente cresce e vê que não é bem assim. Pensamos : Será
que eu escolhi o Príncipe no baile errado?

Divulgação: Google
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Então, a Princesa se separa e fica à espera do novo Príncipe ou casa de novo e pensa: Deveria ter beijado o sapo !

A Terapeuta Junguiana Iris Sinotti abordou este tema na Revista Inglesa Fraternity Spiritist Society de forma clara e que vai mexer muito com você.

Para que casar? Você já se fez essa pergunta?
Para a terapeuta Junguiana, “É muito comum ouvir-se que chegou a hora de casar, seja porque todos os amigos estão casando e não se quer ficar sozinho (a), ou porque se chegou à idade de casar e ainda porque “precisa” ter filhos. Independente do (s) motivo (s), muitas vezes o que se esconde por trás dessas justificativas são questões de ordem psicológica, como a necessidade infantil de dependência, incapacidade de organizar a própria vida, necessidade de garantia afetiva e etc… tudo menos a genuína construção amorosa necessária para a união de duas pessoas. Não são raros os que relatam que seus pais e avós se casaram na esperança de livrar-se da estrutura autoritária com suas famílias de origem, sendo o casamento uma válvula de escape. Assim, podemos observar que por algumas gerações tivemos poucos exemplos saudáveis de casamentos, sendo esse um dos fatores que contribuem para o aumento das separações e da insatisfação conjugais da atualidade.

Divulgação: Google
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Meu marido mudou de comportamento. Quando namorávamos, ele era tão paciente…!  O que
aconteceu?
“As pessoas que nos procuram para atendimento terapêutico geralmente trazem uma irritação com os defeitos “inesperados” dos companheiros, sendo normalmente essa “descoberta” o que gera o início das brigas e discussões do casal. A antiga crença que “depois que casar muda” é geralmente confirmada pela maioria dos casais. Mas, será mesmo que mudou? Será que não houve atenção suficiente para ver o que sempre esteve ali? Ninguém muda porque casou; o que acontece é que a convivência diária revela o que muitas vezes nem se sabia possuir, e nem todos estão preparados para enfrentar juntos essa descoberta.Como afirma Joanna de Ângelis “Um dos fatores que se encarregam de produzir conflitos nos relacionamentos em geral e particularmente na área afetiva, é a imaturidade psicológica do indivíduo.” Assim, os casais passam a viver a ambivalência afetiva característica das relações humanas Amor e ódio, atração e repulsa, afeto e aversão, e não pode existir expansão de consciência sem atrito entre forças opostas , pois seja no relacionamento ou seja no próprio indivíduo, lidar com a sombra é parte importante do crescimento.
Eu queria viver meu casamento sem brigas aquele perfeito,sabe, da propaganda de televisão!!! É possivel, Irís?

Divulgação: Google
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O que acontece na maioria das relações é que infantilmente espera-se viver a experiência do inicio apaixonante durante toda a vida do casal, e isso é impossível, a não ser que ambos escolham a
estagnação total da vida material, emocional e espiritual. É a ambivalência que pode proporcionar as variadas possibilidades de crescimento e troca existencial para o casal, se ambos estiverem
dispostos ao crescimento. O que é curioso no comportamento conjugal é que, normalmente, os fatores que levam à separação muitas vezes apareceram no inicio da relação, mas não houve a escolha madura de lidar com esses fatores. Quando vive o encanto inicial pelo outro o ego imaturo tende a afastar de si qualquer imagem que possa macular o seu estado de paixão, o que pode levar à ilusão de que o outro não possui “defeito algum”. Essa negação vai contribuir mais tarde para agravar as dificuldades da relação e terminar por destruir a base de sustentação.
Já sei, é melhor deixar as bobagens de lado de lado, lembra do ditado: Quando um não quer, dois não brigam?

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O que não deve se deixar passar é que “fazer-se de cego e surdo” para o que desagrada é garantia, com o passar do tempo, de entrar em um movimento autodestrutivo no casamento. Todos querem viver uma história de amor que garanta no final “e viveram felizes para sempre”, como nas telenovelas e contos de fada, só que não podemos e não devemos atribuir ao casamento a responsabilidade de resolver nossos problemas existenciais. Tampouco é “como acertar na loteria”. Se formos maduros o suficiente saberemos que não é possível entrar no casamento sem levar na bagagem nossos próprios problemas e limitações, além é claro da certeza de que nossos companheiros também possuem dificuldades, e que quanto menos nos conhecermos maiores serão as chances de que elas se somem durante a relação.
Não consigo me ver separada, apesar de não estar contente no meu casamento. Só de pensar nisso, entro em desespero. Por que isso acontece?

Divulgação: Google
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A busca inocente da felicidade gerada pelo casamento encontra-se mais enraizada naqueles que não são capazes de viver uma vida plena fora do casamento. Ingenuamente a pessoa ilude-se e
sobrecarrega o outro em um padrão de exigência afetiva que aproxima-se da crueldade. O outro é obrigado a realizar o que não somos capazes de fazer por nós mesmos, e essa tarefa não é possível, pois é intransferível. Esse é justamente o momento em que o casamento deixa de ser o que se esperava, quando o casal não atende mais as exigências imediatas um do outro, que se delineiam, inesperados, os primeiros obstáculos, pois a desilusão aparece. Agora o questionamento inicial é fundamental: O que motivou essa união? Dependendo dos alicerces que fundamentam essa união, em alguns casos a separação é inevitável, mas isso é assunto para nosso próximo artigo…
E agora? Como canta Vanessa da Mata“ não tem mais jeito, acabou, boa sorte!” ??? Aguardem a nossa próxima entrevista

irissinoti

Irís Sinoti é casada com Cláudio Sinoti, ambos Terapeutas Junguianos, Coordenadora do Núcleo de Estudos Psicológicos Joanna de Ângelis na Mansão do Caminho, Co-autora do Livro Refletindo a Alma e Espelho da Alma, Palestrante e uma mulher dedicada a causa que abraça: promover o auto-conhecimento através do Amor !

Sobre Redação MBQ NEWS - CB

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