quarta-feira , 21 de novembro de 2018
Home / Notícias / STF negocia aquisição de coletes à prova de bala; seriam 56 equipamentos para uso oculto
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

STF negocia aquisição de coletes à prova de bala; seriam 56 equipamentos para uso oculto

O STF (Supremo Tribunal Federal) está negociando a compra de um lote de coletes à prova de bala para uso dissimulado, sob a roupa social. A Corte realizou pregão eletrônico na quarta-feira passada (9), mas não conseguiu concluir a aquisição porque os preços ofertados estavam acima do previsto em edital. Quatro empresas entraram na disputa. A Corte não conseguiu negociar a redução do valor com nenhuma delas e a licitação foi cancelada.

Ao todo, seriam comprados 56 coletes balísticos para uso oculto — apenas um deles é modelo feminino. O valor total estimado é de R$ 46 mil.

Os custos unitários variam de R$ 742,19 a R$ 1.169,76. Os coletes devem ser resistentes a disparos de projéteis de arma de fogo calibre .44 e 9 mm, de alta velocidade.

O edital do pregão não deixa claro quem seriam os usuários, mas faz referência à mobilidade de “agentes” vestidos com os coletes ocultos. O Supremo Tribunal Federal cortou à metade, nos últimos dois anos, a quantidade de seguranças pessoais à disposição dos ministros em São Paulo e no Rio, Estados nos quais pelo menos quatro integrantes da Corte têm residência. Atualmente, oito seguranças trabalham em São Paulo e há quatro no Rio.

No Paraná, onde reside o relator da Lava Jato, Edson Fachin, o Supremo reforçou o número de agentes duas vezes. Em julho do ano passado, o efetivo passou de quatro para cinco homens. No início do mês passado, depois de o ministro relatar publicamente ameaças sofridas por sua família, a Corte ampliou para sete a quantidade de seguranças à disposição de Fachin no Estado.

O contrato da empresa que faz a segurança de Fachin vence no fim de junho. Por isso, a Corte promoverá novo pregão eletrônico na sexta-feira para fornecer guarda-costas pelos próximos 30 meses ao custo estimado de R$ 1,6 milhão.

Em março, Fachin afirmou que seus familiares receberam ameaças, embora não tenha detalhado as circunstâncias, nem se estão relacionadas a algum caso da Lava Jato. A maior preocupação de Fachin era com a ausência de segurança institucional de sua mulher, a desembargadora Rosana Amara Girardi Fachin, do Tribunal de Justiça do Paraná. O casal tem duas filhas e dois netos.

Sobre Redação MBQ NEWS - RB

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *