quinta-feira , 14 de novembro de 2019
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Foto divulgação: Google
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SUS pode economizar R$ 34,4 milhões: Com o uso da bicicleta em SP

Pesquisa indica que transporte mais saudável garante menos internações. A expansão do uso da bicicleta poderia reduzir os gastos com saúde pública e até impulsionar a economia da capital paulista, segundo estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). A Pesquisa de Impacto do Uso da Bicicleta na Cidade de São Paulo estimou em R$ 34,4 milhões por ano a economia que o Sistema Único de Saúde (SUS) teria com a redução das internações por problemas no aparelho circulatório e diabetes, se o transporte ativo por duas rodas fosse usado no máximo do seu potencial.

A partir do uso da bicicleta, seria possível, segundo o estudo, reduzir o fator de risco da falta de atividade física para aparecimento de diabetes e doenças cardiovasculares. Pessoas que não praticam atividades físicas têm o dobro de chances de ter um infarto do que os que fazem exercícios regularmente. Enquanto para hipertensão e diabetes, a chance é 50% maior em comparação dos mais sedentários em relação aos que mantém atividades com frequência.

Com isso, foi estimada uma economia de 13% nos R$ 255,2 milhões gastos anualmente pelo SUS no município com tratamento de doenças do sistema circulatório. Em relação à diabetes, a redução potencial ficou em 8% dos R$ 6,2 milhões usados para remediar complicações causadas pela doença.

A substituição dos carros e ônibus pela bicicleta traria ainda, de acordo com a pesquisa, uma série de impactos positivos sobre as riquezas produzidas pela cidade, medidas pelo Produto Interno Bruto (PIB). Os ganhos viriam da redução do tempo de deslocamento e da diminuição de gastos com transporte, levando o dinheiro economizado para outros produtos e serviços. Somente a diminuição dos congestionamentos poderia elevar em 0,035% o PIB municipal, injetando R$ 225 milhões na economia da cidade.

Os deslocamentos por bicicleta ainda enfrentam, entretanto, uma série de entraves na capital paulista. A diretora da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Aline Cavalcante, destacou que é necessário ampliar a infraestrutura voltada para o meio de transporte. “Os ciclistas iniciantes demandam mais por infraestrutura do que os que já são experientes. Então, para estimular o uso da bicicleta, em especial entre os que estão começando a fazer transição de modal, é necessário ter infraestrutura cicloviária”, ressaltou, em entrevista à Agência Brasil.

Além disso, Aline destaca a importância de que a malha cicloviária da cidade continue a ser expandida. Os problemas de planejamento são, inclusive, de acordo com a ativista, um dos entraves para o aproveitamento das vias específicas.  Esse processo de mudança na lógica do transporte leva tempo, ressalta Aline. Por isso, a importância de estabelecer projetos de curto, médio e longo prazo para melhorar a mobilidade na metrópole.

Sobre Móises Bisesti

Móises Bisesti
Apresentador do programa de rádio “Força do Povo”, MOISÉS BISESTI dirigi a equipe de jornalismo da Rádio Cruzeiro, que tem audiência em 75% dos municípios da Bahia. Formado em Economia pela UCSAL, em Direito pela Faculdade do Nordeste e em Rádio e Televisão pela Gama Filho, atua há vinte e cinco anos na área de comunicação social sempre em contato direto com o público e autoridades políticas, médicas e jurídicas. Iniciou sua carreira como repórter da TV Itapoan/ Rede Record, no Telesportes e Lance livre na área de esportes, além do Balanço Geral programa jornalístico. Na TV Band apresentou o Jogo Aberto, também na linha de jornalismo popular, trabalhando como âncora da Band News FM. Defende a liberdade das ideias, a informação da notícia centrada no fato, na busca da verdade mantendo a objetividade e independência com foco na prestação do serviço público. Com uma linguagem moderna, leve e desenvolta conquista pela clareza e objetividade nas informações sem perder de vista a ética e responsabilidade do comunicador.

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