terça-feira , 20 de novembro de 2018
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Foto: Divulgação
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Tempestades deixam quase 100 mortos e 58 desaparecidos no Japão; o balanço de mortos pode aumentar

As fortes chuvas registradas no sudoeste do Japão deixaram pelo menos 93 mortos e 58 desaparecidos, o que representa uma das piores catástrofes naturais no país dos últimos anos, segundo informaram nesta segunda-feira (9) as autoridades locais.

As precipitações recordes registradas no arquipélago japonês afetaram sobretudo as cidades de Hiroshima e Ehime, onde as inundações e deslizamentos de terra causados pelas chuvas arrasaram milhares de casas e deixaram vários povoados completamente isolados.

Soldados das Forças de Autodefesa (Exército), da Polícia e dos bombeiros continuam hoje com as operações de resgate de pessoas refugiadas em terraços e tetos de casas que ficaram inundadas, ao mesmo tempo que prossegue a busca por 58 desaparecidos, segundo informou a emissora estatal “NHK”.

Em Hiroshima (oeste), pelo menos 39 pessoas morreram em acidentes relacionados com as fortes chuvas e outras três ficaram gravemente feridas, enquanto em Ehime (ilha de Shikoku, sudoeste) foram registradas 22 mortes, segundo os últimos dados divulgados por representantes das localidades afetadas.

As autoridades japonesas chegaram a recomendar a evacuação de 5,9 milhões de cidadãos de 19 cidades durante o fim de semana, e na véspera mais de 30 mil pessoas passaram a noite em refúgios, segundo dados do governo.

As precipitações causaram transbordamentos de rios que inundaram povoados inteiros, onde a água atingiu três metros de altura em alguns pontos, e provocaram graves danos em edifícios, estradas, pontes e outras infraestruturas.

A Agência Meteorológica de Japão (JMA) já retirou o nível máximo de alerta nas regiões afetadas, embora mantenha os avisos de inundações e deslizamentos de terra em várias das regiões afetadas.

Teme-se que o balanço de mortos continue aumentando nos próximos dias, assim que melhore o acesso a zonas que ficaram isoladas, o que situaria a catástrofe meteorológica como a pior deste tipo desde 2011, quando o tufão Talas deixou 98 mortos e desaparecidos no centro do país.

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